Nova greve dos caminhoneiros é cogitada para janeiro de 2019

O ano de 2019 poderá começar com uma nova greve dos caminhoneiros em todo o Brasil.

De acordo com a Revista Veja, está prevista para 22 de janeiro, dois dias após a reunião que deve ocorrer na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para discutir o reajuste da tabela do frete. A mobilização da categoria, ainda segundo a revista, acontece via grupos de WhatsApp e tem como objetivo manifestar a insatisfação com o descumprimento do piso mínimo do frete.

Em Tangará da Serra, o Tangará em Foco falou com o presidente da Associação dos Caminhoneiros, Edgar Laurini, e ele confirmou que existe sim essa cogitação, porém, nada confirmado, nada de oficial. “Estamos escutando uns barulhos”, disse Laurini.

De acordo com o presidente da Associação dos Caminhoneiros em Tangará, a informação que a categoria tem na cidade é de que haverá uma reunião com o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) nesta quarta-feira, 05, e o assunto estará em pauta.

O tema ganhou evidência em maio deste ano quando o Brasil parou em razão de uma greve geral dos caminhoneiros. Para por fim ao ato, o presidente Michel Temer aceitou várias exigências dos caminhoneiros para dar fim à greve geral promovida pela categoria em maio deste ano, sendo uma destas a criação de uma tabela com valores mínimos do frete e a redução do preço do diesel. Porta-voz do Comando Nacional do Transporte, Ivar Luiz Schmidt, diz que “pouquíssimas empresas pagam o piso mínimo, talvez uns 2%. O restante continua igual, paga o que quer”.

A categoria reivindica fiscalização por parte da ANTT e que a reguladora condicione a emissão do código identificador de operação de transporte (Ciot) ao cumprimento da tabela de piso mínimo do frete. Sem esse código, o caminhão não pode carregar a carga.

Outro lado

As duas principais entidades ligadas aos caminhoneiros são a Confederação Nacional de Transportes Autônomos (CNTA), que afirmou desconhecer a paralisação, e a Associação Brasileira de Caminhoneiros (Abcam), que não se pronunciou sobre o assunto.

A ANTT não se pronunciou até a publicação da reportagem no site da revista. Mas, em outubro, a agência informou que a tabela de piso mínimo de frete estava em vigor e, por isso, tinha intensificado as fiscalizações. (Com Metrópoles e  Revista Veja)

Alexandre Rolim/Tangará em Foco