ACUSADOS DE INVADIR CASA DE MÉDICO EM TANGARÁ VÃO RESPONDER PELO CRIME EM LIBERDADE

Dois jovens acusados de invadir a casa de um médico, em Tangará da Serra, foram julgados e devem responder pelo crime em liberdade. Apesar de terem sido julgados por latrocínio, W.P.S, de 22 anos, e G.L.S, de 25 anos, vão cumprir pena por roubo.

De acordo com a juíza, Ana Paula Gomes de Freitas, para o crime de roubo, a lei prevê o cumprimento da pena em regime semi-aberto, em sistema colonial agrícola.

Entretanto, não há esse tipo de detenção no estado. Outra alternativa do regime seria dormir na prisão, mas os tribunais superiores entendem que dormir na cadeia é mais grave e prejudica aos réus.

Assim, eles vão usar tornozeleira eletrônica e podem trabalham de dia. A lei permite que eles durmam em casa, porém, não podem sair da cidade sem autorização.

Ainda segundo a juíza, durante o julgamento, houve uma reviravolta, pois os acusados responderiam pelo crime de latrocínio. No entanto, de acordo os autos, a perícia apurou que a arma usada pelos criminosos estava travada e não disparou.

O laudo apontou que o equipamento não travou por acidente, mas estava definitivamente estragado, assim, não funcionaria de qualquer maneira.

Dessa forma, a Justiça entende que o crime seria impossível, mesmo com a intenção de matar. Por isso, a mudança no julgamento latrocínio para roubo.

W. foi condenado a seis anos e 17 dias de reclusão, que serão cumpridas com monitoramento. Já G. deve cumprir pena de sete anos, três meses e três dias de reclusão, também com uso de tornozeleira.

Essa sentença levou em consideração que os dois são réus primários. Após o crime, o médico se mudou da cidade, com a família.

Entenda o caso

O crime ocorreu no dia 7 de setembro do ano passado. Os criminosos invadiram a casa, agrediram a moradora e o marido dela, que é médico. Os assaltantes tentaram atirar nele, mas a arma não disparou. A vítima conseguiu pegar um revólver e acertou um dos bandidos com um tiro na cabeça.

O suspeito identificado como T.M.N, ainda caminhou por alguns metros, mas caiu e morreu próximo à casa das vítimas. G. e W., à época, conseguiram fugir, mas foram presos, dias depois, com os pertences do médico e da mulher dele.

O médico tinha porte e registro da arma, com a qual atingiu o suspeito. Ele não foi preso, pois a Justiça entendeu que ele agiu em legítima defesa.

Fonte: G1 MT / Diário da Serra