PC concluiu o inquérito sobre o caso de bebê jogado em córrego pela mãe, em Três Pontas. Ela vai responder por homicídio qualificado e ocultação de cadáver
Polícia Civil relata a frieza da mãe ao jogar filho em córrego, em Três Pontas(foto: Equipe Positiva / divulgação)
A Polícia Civil de Três Pontas, no Sul de Minas, concluiu o inquérito do caso do recém-nascido jogado em córrego em Três Pontas já morto. A mãe, uma jovem de 23 anos, vai responder por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
“A gente afastou a ideia inicial que seria um infanticídio, após um laudo médico. A jovem fez esse exame psiquiátrico na penitenciária, em Três Corações. Com isso, essa possibilidade foi afastada. Além da forma como ela regiau a toda situação”, disse o delegado Gustavo Gomes.Segundo a polícia, o bebê deve ter morrido por causa das condições do parto, a forma como o cordão umbilical foi puxado, falta de estrutura e higiene.
A Polícia Civil relata sobre a frieza da jovem em relação ao caso. Desde quando agiu sozinha em casa ao ter a criança até depois de tentar fugir da responsabilidade.
“A gente não tem a prova de dentro do banheiro, mas todos os indícios indicam a frieza na conduta. Ela até saiu com os amigos após o crime. E ainda fugiu da responsabilidade e pegou um ônibus para São Paulo”, explicou.
De acordo com a polícia, imagens de segurança provaram que a mulher jogou o recém-nascido em um córrego na área central da cidade. “O caso comoveu a todos. A gente não faz isso nem com lixo, imagina com uma criança, um recém-nascido”, comenta.
A polícia afastou a possibilidade de ter uma outra pessoa envolvida no crime. A jovem de 23 anos, que já tem uma filha de 5 anos, vai responder por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. “O homicídio é doloso, ela agiu com intenção de ceifar a vida. O bebê não só nasceu com vida, mas com expectativa de vida”, afirmou.No dia em que o bebê foi encontrada, o delegado Gustavo Gomes informou que “a criança nasceu com 1,7 Kg com vida, teve o cordão umbilical cortado de maneira arcaica, que indica que pode ter sido feito em casa por pessoas não habilitadas”.
Fonte: Camilla Dourado/Jornal Estado de Minas
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