CASO ISADORA Defesa de mãe vai ao CNJ após avô conseguir guarda de neta

A defesa da genitora protocolou duas representações de suspeição junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT).

Da Reportagem

Marina Pedroso Ardevino, luta para reaver a filha Isadora, de 8 anos.

Após a Justiça suspender a guarda compartilhada da criança Isadora Praeiro Pedroso Ardevino, de 8 anos, aos pais João Vitor Almeida Praeiro Alves e Marina Pedroso, a defesa da genitora protocolou duas representações de suspeição junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT).

A guarda provisória foi concedida pela Justiça ao avô paterno, o defensor público Air Praeiro Alves, também ex-secretário de Regularização Fundiária de Cuiabá. Mas, é questionada pelos advogados da enfermeira Marina Pedroso.

“As representações se somam a outras frentes jurídicas de defesa dos direitos humanitários de mãe e filha, incluindo ações judiciais e petições à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), nas seccionais Mato Grosso e São Paulo”, informou a Ricarte Advocacia Ltda. “Segue a causar estranheza a condução e demora da 5ª Vara de Família de Cuiabá na prestação jurisdicional e tutela dos direitos da menor Isadora, 8 anos”, pontua em nota.

A defesa segue registrando que “reconhece o trabalho respeitável exercido pelas demais juízos e Varas de Família de Cuiabá, sendo o Judiciário de Mato Grosso honrável em sua missão de promover direitos e justiça e que não há que se rotular, portanto, o trabalho do Judiciário em razão da condução equivocada de um único magistrado”. Contudo, manifesta “que adotará todas as demais medidas cabíveis contra arbitrariedades e atos de negligência e omissão praticados contra os direitos de mãe e menor”.

A decisão para que a criança seja entregue ao avô paterno é do juiz da 5ª Vara Especializada da Infância e Juventude de Cuiabá, Luís Fernando Voto Kirche. Também é determinado que os pais terão visitas assistidas, em fins de semanas alternados, que deverão ser acompanhadas por um conselheiro tutelar. A Justiça determinou ainda a busca e apreensão da menor. Uma audiência foi marcada para o dia 8 de novembro próximo.

A mãe não vê a filha há mais de 100 dias. No último dia 26, ela concedeu entrevista à imprensa em que, visivelmente abalada, clamou que o pai devolvesse a criança. Ela não fala com filha desde o dia 13 de julho passado, quando a menina foi passar férias com o pai, em Bauru (SP) e não foi mais devolvida. O processo corre em segredo de Justiça.

Fonte: Diário de Cuiabá/Web TV Cidade MT