Energia Solar: Valor da Conta de luz dispara e alternativa cresce no Brasil.
Somente nos seis primeiros meses deste ano, exatamente 126.122 novos estabelecimentos no Brasil começaram a produzir sua própria energia a partir de geradores de energia solar conectados à rede elétrica.
Os dados são da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e revelam o melhor momento da tecnologia no país desde 2012, ano da regulação do segmento de Geração Distribuída (GD).
No comparativo, o volume instalado no primeiro semestre deste ano cresceu aproximadamente 57,36% em relação ao mesmo período do ano passado e 252,44% comparado à primeira metade de 2019.
Os números são expressivos e mostram o apelo da tecnologia, que entrega a solução para um dos maiores problemas dos consumidores: o alto valor da energia e seus aumentos.
Quando dimensionado corretamente, um painel fotovoltaico pode gerar toda a energia que é consumida em qualquer tipo de imóvel, desde pequenas casas até grandes indústrias.
O resultado é uma economia de até 95% na conta de luz e uma autonomia dos preços da distribuidora que protege o consumidor contra os aumentos das tarifas.
Essas vantagens levam cada vez mais brasileiros a apostar na tecnologia, especialmente agora, quando vários problemas no setor elétrico elevam o preço das tarifas e a aplicação de bandeiras nas contas de luz.
Em primeiro lugar, houve a pandemia que gerou novos aumentos na conta e fez elevar o consumo dentro das residências devido aos períodos de isolamento e home office.
Agora, uma nova seca histórica afeta seriamente os reservatórios do país e faz disparar o uso das termoelétricas poluentes e responsáveis pelas bandeiras tarifárias nas contas.
Dessa vez, a situação é tão crítica que o governo teve que criar uma nova e pesada bandeira este ano, a de escassez hídrica, que traz adicional de R$ 14,20 para cada 100 kWh consumidos.
A única saída para essa crise é a GD, na qual qualquer pessoa ou empresa pode gerar sua própria energia por meio de sistemas movidos por fontes de energia renováveis.
Com a grande oferta de luz do sol em todo o país, os painéis fotovoltaicos se tornaram a melhor opção e, hoje, lideram o segmento com mais de 99% dos geradores conectados.
Atualmente, já são mais de 600 mil unidades consumidoras abastecidas pela energia do sol em todas as regiões brasileiras.
Como os painéis só funcionam durante o dia, os sistemas são projetados para gerar mais energia nesses momentos e enviar o excedente para a rede elétrica, que é convertido em créditos.
Durante a noite, o imóvel é atendido pela rede da distribuidora e a energia consumida é contabilizada como débito.
No final do mês, a distribuidora contabiliza os créditos e os utiliza para abater o débito, assim, o consumidor só paga a taxa mínima de luz.
Foi esse modelo de crédito, chamado de sistema de compensação de energia elétrica, que a Aneel criou em 2012 e que viabilizou o segmento da geração distribuída (GD) no país.
Sem um fim em vista para a crise elétrica no país, a previsão é que o segmento continue crescendo e trazendo economia para os consumidores nos próximos anos.
Até 2050, o Brasil pode chegar a 3 milhões de consumidores com GD, segundo o último Plano Nacional de Energia, elaborado pelo governo através da Empresa de Pesquisa Energética (EPE).
MARRETA URGENTE/WEB TV CIDADE