Ser forte não significa Reconhecer a Sua Vulnerabilidade?

Eu te pergunto, você foi criada para ser gentil o tempo todo e nunca dizer não, ou para ser forte e, ser imbatível, invulnerável?

Em um mundo onde as mulheres não podiam ser nem uma coisa nem outra, mas simplesmente a esposa, a geradora de filhos ou, a que cuida da casa, entre outras atividades. Seus sentimentos e desejos eram o que menos importava. Mas, para nossa alegria fomos conquistando nosso espaço e, fomos podendo decidir qual o caminho a seguir.

Ai vem o motivo da pergunta! Depois de conquistas memoráveis, fomos nos colocando em um mundo que pertencia aos homens, mas que deveria ser do Ser Humano, e não de um gênero.  Hoje percebemos que as mulheres que nos antecederam, para que elas pudessem conquistar seu espaço no mercado de trabalho, e na vida, foi preciso criar um papel que pudessem fazer parte.

Umas foram para o lado do concordar com tudo e não ter  a voz ativa, mas tudo bem, pois eu estou aqui onde eu queria, eu tenho um trabalho, eu tenho um espaço, eu acredito que tenho uma vida. Outras, criaram a personalidade de “a forte”, a que nunca deixa nada atrapalhar seus desejos, a imbatível, ser vulnerável é deixar as outras pessoas saberem suas fraquezas e, isso era inaceitável.

Hoje, ao escrever essas palavras, venho dizer que: conhecer as trajetórias das mulheres que abriram o caminho para nós, suas histórias de superação nos faz entender o porquê fomos criadas para ser fortes, ou demasiadamente gentis, e isso é sermos generosas com nós mesmos, pois, nos dá a oportunidade de entender o caminho e, decidir segui-lo, ou fazê-lo diferente.

Às vezes, ou eu posso dizer que é muito difícil fazer esse caminho sozinha, percebemos que estamos perdidas e sem saber muito bem tudo que nos a acontece. Neste momento o autoconhecimento é muito importe para entender que posso ser Generosa comigo e, que posso buscar ajuda de uma outra mulher que já passou por esse caminho das descobertas de si, e aprender também, ou que seja, pelas terapias existentes, ou pelas mentorias, ou pode ser pelos livros que são bons amigos, entre outras formas..

E, hoje quero compartilhar com vocês que leem esse texto que escrevo com muito carinho, um pequeno relato dos meus aprendizados adquiridos com um dos livros que fez muito sentido pra mim…

“A coragem de ser imperfeito” de Brené Brown – lendo a capa já nos impacta, pois, não importa em qual das criações na infância você se identifica, todas nós queremos ser livres, para ser o que nascemos para ser… Assim como Brown diz logo na capa “como aceitar a própria vulnerabilidade, vencer a vergonha e ousar ser quem você é.”

Diga-me quem não deseja saber quem realmente é? Sim entendo que muitas de nós, ainda não estamos preparadas para tentar a descoberta, mas no fundo gostaria, e trago mais vezes, o ser Generosa com sigo mesma para conversa, pois, assim saberemos o momento desse encontro com sigo mesma..

Que esse texto de hoje, seja uma faísca de desejo, desse encontro que é libertador, mas ao mesmo tempo com uma alta responsabilidade com a adulta que você se tornou.  Mas, vamos lá numa das principais frases que me fez refletir quem eu sou: “o que sabemos tem importância, mas quem nós somos importa muito mais.”

Quando li essa frase, me levei a um questionamento, será que eu sei quem eu sou na essência, consigo fazer a distinção entre o conhecer e o ser? Talvez você esteja me questionando se isso, não seria a mesma coisa e, eu posso te afirmar que são coisas distintas, e lhes dou o meu exemplo:

Sou uma jovem mulher com muitos conhecimentos, por ser muito estudiosa, por exemplo, tenho três cursos superiores, uma Pós Graduação e muitos curso de autoconhecimento, e digo para vocês sabem quando tudo isso fez sentido, quando fui generosa comigo, e parei para me conhecer, a cada dia conheço uma parte de mim que não sabia que existia…

Voltando a nossa amiga Brené Brown, chamo-a de amiga, por ter sido tão generosa e ter compartilhado seus conhecimentos através do livro para que pudéssemos tê-lo. Ela descreve um capitulo no livro onde fala sobre a “cultura que existe de não sermos bom o bastante”, e isso é uma das coisas que muito nos atrapalha. E, deveríamos nos perguntar se não estou sendo bom o bastante para mim, é com a minha lente, ou com a lente dos outros?

Essa pergunta não é fácil de responder quando não se sabe quem é na essência, com as redes sociais, ao meu ver, ficou inda mais difícil de perceber quais as lentes estamos vendo. – Explico –  antigamente ouvíamos os comentário da irmã da vizinha, da prima, das pessoas mais próximas, hoje colocamos nossa imagem, compartilhamos nossas vidas nas redes sociais, e lá temos a opinião de todos conhecidos ou não. Outro causador de dificuldade de nos enxergar com nossa lente, é a perfeição das imagem que podemos ver nesse universo do online. Aí vem a comparação com a nossa imagem e vida, e começamos achar que nada nosso é bom ou bonito o bastante…

E, digo que nada disso é ser generosa com você mesma, pois, se não se conhece na essência, começa achar que tudo para você está errado, ou é ruim, Aí vem todos os sentimentos que não faz bem, e desorganiza a nossa auto estima…

Este é um tema que dá para escrever quase uma dissertação de mestrado, então não vou aprofundar tanto nesse texto de hoje, poia, o Livro da Brown nos traz tantos ensinamentos que vou dividir em vários capítulos.

Mas, hoje quero deixar a seguinte mensagem: Conquistamos muitos espaços com a bravura e persistência das mulheres que nos antecederam, mas, ainda temos outros espaços a conquistar, principalmente o conquistar a si mesma, a cada dia!

E, termino o texto de hoje com uma frase da Brené Brown do livro: “Somos convocados a viver com ousadia cada vez que fazemos escolhas que desafiam o ambiente social”.

Se sentiu convocada a viver com ousadia e tentar se conhecer com sua própria lente?

Se fez sentido para você, lhe aguardo nos próximos textos! Até lá …

 

Escrito por Andreia Cervo