Brasil e Peru se juntam a países nas Américas que estão eliminando gorduras trans

Usada em salgadinhos, frituras e assados, as gorduras trans estão associadas a doenças coronarianas, que são a principal causa de morte nas Américas.

Em julho, entrou em vigor no Peru uma lei que limita o uso de gorduras trans produzidas industrialmente a não mais que 2% da gordura total em produtos alimentícios. No mês de julho, o Brasil começou a implementar uma regulamentação com o mesmo objetivo.

Os dois países se somam ao Canadá, Chile e Estados Unidos, que já haviam eliminado o uso de gorduras trans produzidas industrialmente em produtos alimentícios.

Globalmente, em 2010, 537 mil mortes por doença coronariana foram atribuídas ao consumo de gorduras trans produzidas industrialmente. Das 160 mil mortes ocorridas nas Américas, 45% foram prematuras.

Brasil e Peru se juntaram ao número crescente de países que tomam medidas para eliminar as gorduras trans produzidas industrialmente, que causam cerca de 160 mil mortes por doença coronariana anualmente nas Américas. De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), esse tipo de gordura está associado a doenças coronarianas, que são a principal causa de morte na região.

“As gorduras trans produzidas industrialmente acabaram com milhões de vidas desde que foram introduzidas pelos fabricantes de produtos alimentícios ultra processados há 100 anos”, afirmou o diretor do Departamento de Doenças Não Transmissíveis e Saúde Mental da OPAS, Anselm Hennis.

“Essas novas regulamentações introduzidas pelo Peru e Brasil irão melhorar a saúde e o bem-estar de suas populações.”

Gorduras trans – Em julho, a Lei nº 30021 entrou em vigor no Peru, limitando o uso de gorduras trans produzidas industrialmente a não mais que 2% da gordura total em produtos alimentícios, o que efetivamente elimina seu uso. Essa lei também proíbe o uso de óleos parcialmente hidrogenados (PHOs), o que também elimina efetivamente as gorduras trans.

O Brasil iniciou no mês de julho a implementação da regulamentação RDC 332/2019, que aplica o limite de 2%. Espera-se que o Brasil proíba os óleos parcialmente hidrogenados até janeiro de 2023.

Peru e Brasil se somam a três outros países – Canadá, Chile e Estados Unidos – que já haviam eliminado o uso de gorduras trans produzidas industrialmente em produtos alimentícios.

Esses regulamentos implementados por todos os cinco países se alinham ao Plano de Ação da OPAS para Eliminar Gorduras Trans da Produção Industrial 2020-2025, que propõe a eliminação de gorduras através do limite de 2%, proibição de óleos parcialmente hidrogenados ou uma combinação dessas duas medidas.

“Esses países estão na vanguarda da proteção da saúde pública contra as gorduras trans produzidas industrialmente”, disse Hennis. “A implementação dessas regulamentações é o culminar de anos de esforços, e prevemos que outros países nas Américas logo farão o mesmo.”

Uruguai e Paraguai estão se preparando para eliminar as gorduras trans produzidas industrialmente, de acordo com uma pesquisa com 30 países. Ambos os países aprovaram o limite de 2% para gorduras trans, mas isso só entrará em vigor em 2022 no caso do Uruguai e em 2024 no caso do Paraguai.

Três outros países – Argentina, Colômbia e Equador – promulgaram políticas que exigem emendas para cumprir a referência definida pelo plano da OPAS para eliminar as gorduras trans produzidas industrialmente e pelo apelo da Organização Mundial da Saúde (OMS) para eliminar essas gorduras até 2023. O programa da OMS é conhecido como pacote de ação REPLACE.

Alimentos ultra processados – As gorduras trans produzidas industrialmente são encontradas em gorduras vegetais endurecidas, como margarina e ghee vegetal. Essas gorduras são usadas em produtos de panificação, alimentos fritos e muitos salgadinhos e produtos alimentícios ultra processados.

Globalmente, a melhor estimativa disponível usando uma abordagem analítica abrangente sugere que, em 2010, 537 mil mortes por doença coronariana foram atribuídas ao consumo de gorduras trans produzidas industrialmente. Das 160 mil mortes ocorridas nas Américas, 45% foram prematuras.

Por ser um dado alarmante e preocupante gradativamente os países vem aderindo o caminho da proibição da gordura trans em seus países, pensando primeiro em sua população.

Para a melhor compreensão do que pode causar a gordura Trans e o quem a ser doença coronariana citada na matéria é o Dano ou doença nos principais vasos sanguíneos do coração.

A causa mais comum é o acúmulo de placas. Isso faz com que as artérias coronárias se estreitem, limitando o fluxo sanguíneo para o coração.

A doença arterial coronariana pode não apresentar sintomas, como também pode causar dores no peito e ataque cardíaco.

Os tratamentos incluem mudanças no estilo de vida, medicamentos, angioplastia e cirurgia.

Fonte: Nações Unidas Brasil/Web TV Cidade MT