POLÍTICA / RIQUEZA PARA POUCOS Botelho cobra ajuda de barões após fila de ossinho viralizar

Enquanto as famílias carentes enfrentam horas de filas para receberem dois quilos de ossinhos, Mato Grosso já abateu 1,81 milhão de cabeças de gado até maio de 2021.

O deputado estadual Eduardo Botelho (DEM) falou que o “caso dos ossinhos” serve para alertar aos grandes empresários e barões que o povo precisa de sua ajuda. O caso foi repercutido nacionalmente após a TV Globo mostrar a fila de pessoas carentes num açougue para receber doação de ossos.

Eduardo citou que o lugar fica próximo à casa de sua mãe, e que as filas só não acontecem em outros bairros ainda, pois, não existem mais empresários dispostos a ajudar.

“Isso é bom para aquelas pessoas que falam que Mato Grosso é rico, que não tem fome, para eles verem que tem, principalmente para aqueles que estão muito acomodados, ganhando bilhões e acha que Mato Grosso não precisa de ajuda”, disse o deputado nesta quinta-feira (29).

Questionado se o recado era para os produtores, Botelho pontuou que a Assembleia Legislativa possui um acordo com a Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso (Aprosoja-MT). Juntas, elas fazem doações de cestas básicas nos municípios do interior destinadas às famílias carentes.

A assessoria do deputado esclarece que a alfinetada tem como alvo os grandes produtores, bilionários, que produzem em larga escala no estado.

Enquanto as famílias carentes enfrentam horas de filas para receberem dois quilos de ossinhos, Mato Grosso já abateu 1,81 milhão de cabeças de gado até maio de 2021, segundo levantamento do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Agora quando se trata no agronegócio em geral, somente nos cinco primeiros meses do ano, o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de Mato Grosso, chegou a R$ 191 bilhões, conforme dados divulgados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O montante é superior ao obtido em todo o ano passado, que encerrou com R$ 149 bi.

Fonte: Jefferson Oliveira/Estadão Mato Grosso