SOBREVIVENTE DA COVID: “Fiquei 52 dias intubado e pareceu que se passaram três anos”
Valdir Barranco foi reinfectado com variante do vírus no início deste ano e agora trata sequelas da doença.
Após passar quase três meses desacordado e intubado, internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em São Paulo, o deputado estadual Valdir Barranco (PT) ainda luta diariamente contra as sequelas deixadas pela Covid-19.
Medicamentos, fisioterapia e fonoaudiologia passaram a fazer parte do dia a dia do parlamentar, que celebra cada pequena vitória conquistada com o tratamento, como poder tomar banho sozinho ou subir escadas sem mais precisar de suporte de oxigênio.
Em entrevista ao MidiaNews, o petista relembrou a luta travada contra a doença, falou sobre o período em que passou intubado, o medo que teve da morte ao contrair uma pneumonia dias após ser extubado e todas as mudanças que ocorreram no mundo externo enquanto ele estava desacordado.
O Silvio, a gente tinha diferenças de ideias, de política, mas éramos amigos. [..] A gente tinha uma amizade muito boa, ele era querido por todos. Lamentei muito [a sua morte]
“Fiquei 52 dias intubado e pareceu que se passaram três anos”, afirmou, citando o retorno da elegibilidade do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, o título conquistado pelo seu time do coração (Palmeiras), a mudança na Mesa Diretora da Assembleia Legislativa e a morte do colega Silvio Fávero, vítima da Covid-19.
Barranco ainda falou sobre política, articulações do PT para 2022, defendeu a ciência e a importância da vacinação contra a Covid-19 e mandou recado aos negacionistas da doença.
Confira os principais trechos da entrevista:
MidiaNews – Deputado, gostaríamos que o senhor iniciasse relatando a sua experiência com a Covid-19. Como resumiria os quase três meses internado na UTI?
Valdir Barranco – Primeiramente, gostaria de agradecer a Deus e às milhares de pessoas que, durante o período em que eu estava hospitalizado, intubado, oraram por mim, cada um na sua crença, na sua religião. Foi uma experiência muito difícil, muito sofrida. Eu fui reinfectado, porque em novembro já havia sido diagnosticado com o Covid, mas tive apenas dores de cabeça, febre e diarreia. Foram uns três dias ruins. E depois, em fevereiro, novamente fui infectado, mas com a variante P1, que é a que surgiu no Amazonas.
Foi tudo muito rápido. A minha família, aqui em casa, todos foram infectados. No gabinete, várias pessoas foram infectadas também. E eu fui para o hospital dirigindo porque o Doutor João (MDB), que é deputado e médico me ligou. O doutor Carlos Carretoni estava nos acompanhando, tanto a minha esposa quanto eu. Nós havíamos feito a tomografia e o doutor João ligou para dizer: “Olha, o doutor falou pra vocês se internarem, porque na tomografia, o pulmão está muito ruim”.
MidiaNews – Nesse dia, qual era a porcentagem de comprometimento do pulmão?
Quem está intubado, fica tudo em branco? Não é não. A gente luta lá dentro, passa por momentos muito difíceis, por alucinações. A luta da morte mesmo, bem e o mal
Valdir Barranco – O meu estava em torno de 50% e o da minha esposa, 30%. Eu cheguei saturando 95% no hospital. Depois meu irmão, que é médico, chegou no outro dia também para acompanhar. E eu fui piorando. Só me lembro da uma frase que eu disse para ele depois que conversamos sobre a possibilidade quase que concreta de intubação. Falei para ele avisar a minha esposa para ficar tranquila, porque eu iria lutar com todas as minhas forças e retornaria, eu sobreviveria. Essa é a última frase que me lembro. Depois não me lembro mais de nada.
Depois fui transferido, mas já estava intubado, inconsciente, e não me lembro. Depois de mais de 30 dias intubado, fui extubado, fiquei dois dias extubado, não me lembro também. Só sei que fui, porque tanto os médicos quanto a minha esposa contaram para mim. Depois, voltei a ser intubado novamente e só no dia 24 de março que recobrei a consciência.
Queria destacar uma experiência que eu sempre me perguntava e acho que muita gente se pergunta: quem está intubado, fica tudo em branco? Não é não. A gente luta lá dentro, passa por momentos muito difíceis, por alucinações. A luta da morte mesmo, bem e o mal. E ao final, quando voltei, fiquei uns dois dias procurando ao meu redor se os meus torturadores estavam ali, se aquilo era realidade ou fantasia.
E daí vi que todos os que estavam ali só me tratavam bem e que nenhum deles tinham os rostos daqueles que eu via durante o período da intubação. Só aí consegui separar a fantasia da realidade.
MidiaNews – O senhor foi intubado aqui em Cuiabá, antes de chegar a São Paulo?
Valdir Barranco – Sim. Fui intubado no Hospital Santa Rosa. Dormi em Mato Grosso e acordei 52 dias depois em São Paulo. Foi até um fato interessante, porque acordei na madrugada de 24 de março e olhei aquelas luzes, movimento e muita conversa. Achei que eu estava dentro de um ônibus, minha cabeça estava muito bagunçada.
Quando amanheceu, na hora da troca de turno, a enfermeira que assumiu me disse: “Seo Valdir, o senhor acaba de acordar, está no Instituto do Coração, em São Paulo”. Aí, caiu a ficha. Eu tentava falar, estava até traqueostomizado, mas eles entendem, porque só trabalham com isso, né? Aí, disse que ninguém da minha família sabia, mas a enfermeira me acalmou. Só dois dias depois é que a médica que coordena o Incor fez a ligação para minha esposa, uma videochamada, e aí que fui vê-la. Então foi isso: dormi aqui, acordei lá.

O deputado Valdir Barranco, após deixar a UTI: “Entrei no hospital com 98 kg. No dia que me pesaram, eu estava com 71 kg”
MidiaNews – Como descreveria a sensação da falta de ar provada pela Covid?
Valdir Barranco – Eu senti, pouco antes de termos a conversa sobre a intubação, que a saturação começou a cair, mas não senti muita falta de ar. Pelo menos, não lembro. Porque logo fui intubado. O nosso cérebro tem essa capacidade, né? Muita coisa que é ruim, ele apaga para a gente não ficar lembrando. Então, de fato, não me lembro da falta de ar, assim como não lembro dos dois dias em que me extubaram e depois tiveram que intubar novamente.
MidiaNews – E como foi se olhar no espelho depois de mais de 50 dias desacordado? Teve um choque?
Valdir Barranco – A minha esposa que ia me ver quando eu estava intubado disse que me viu muito inchado. E 15 dias depois, quando ela voltou, eu estava magérrimo. Então, quando acordei e amanheceu o dia que comecei a notar que as pernas estavam fininhas, os ossos aparecendo, completamente sem barriga. Aí que comecei a perceber que perdi muito peso. Demorou uns dias para que eu fosse pesado. Eu entrei no hospital com 98 kg. No dia que me pesaram, eu estava com 71 kg. Então, foi realmente muito músculo. Porque o cérebro vai buscar energia onde a gente pode recuperar depois. Então tira da massa magra, da massa muscular, para manter coração, pulmões, rins, os órgãos vitais, até enquanto dá.
MidiaNews – Em algum momento, sentiu medo da morte, de voltar a ser intubado?
Valdir Barranco – Isso eu tive, porque quando saí da UTI pela primeira vez e fui para o quarto para passar aquele período de início de fisioterapia e ir me reabilitando antes de receber alta, no segundo dia que estava lá contraí uma pneumonia. E eu tive hipotermia e também muitas contrações involuntárias, muitos tremores. Três processos de tremores. E aí colheram o material, fizeram os exames e falaram que eu teria que voltar para a UTI novamente, que estava com uma pneumonia. Se não conseguir, seria intubado novamente. Aí, eu rezei. Fui tratado com antibiótico pesado e graças a Deus, três dias depois, a febre passou. Tomei antibiótico venal durante 14 dias, duas vezes por dia e me recuperei da pneumonia.
MidiaNews – E como foi a volta para casa em Cuiabá?
Valdir Barranco – É algo que eu queria muito. Nunca tinha passado tanto tempo longe da minha família. Sou acostumado a viajar, mas a gente viaja e volta depois de uma semana ou 15 dias. Mas 80 dias, não. A minha esposa ia me ver.
Quero destacar aqui que já há estudos que comprovam que a solidão é um dos piores inimigos de quem está hospitalizado em razão da Covid. E eu sou prova disso, porque a presença da minha esposa, que foi uma guerreira nesse contexto todo, me ajudou demais.
Então, eu tinha essa vontade de vir logo, mas sabia da importância de dedicar ao tratamento e ter muita paciência. Paciência que todo mundo sempre me pediu e continua pedindo. Eu sou muito ansioso. E para quem é ansioso, imagina acordar e estar completamente imobilizado, não mexer nem um dedo. E estava traqueostomizado, não podia falar. Foi muito triste não poder caminhar e não poder falar. E ainda num ambiente em que você não conhecia ninguém.
Voltar para casa foi muito bom, porque a gente se recupera muito mais rápido A alimentação é outra. Aquela comidinha de hospital não recupera ninguém, não.
MidiaNews – Nesse período que ficou internado, o deputado Silvio Fávero também contraiu Covid e morreu em razão da doença, que evoluiu muito rápido. Como recebeu essa notícia?
Valdir Barranco – Fiquei 52 dias intubado e pareceu que se passaram três anos, porque assim que recobrei a consciência, dois dias depois, veio um dos médicos conversar comigo, porque sabia que eu era deputado, e disse: “Não sei se o senhor está sabendo, mas a Segunda Turma do Supremo julgou o caso do presidente Lula, parcialidade do Sérgio Moro, considerou ele um juiz parcial, anulou os processos, devolveu a elegibilidade ao Lula”. Então, é algo que aconteceu nesse período. Fiquei sabendo que o Palmeiras havia ganhado do Grêmio.
Mas a minha esposa não tinha me contado do Silvio. Porque o Silvio, a gente tinha diferenças de ideias, de política, mas éramos amigos. Inclusive, quando ele foi atacado pelo cachorro lá em Lucas do Rio Verde, eu fui um dos únicos, se não o único deputado, que foi à casa dele para visitá-lo. Ele sempre destacava isso. Então, a gente tinha uma amizade muito boa, ele era querido por todos. Então, minha esposa não quis me contar.
E aí, a deputada Janaína, mandou um vídeo no celular da minha esposa e eu assisti, onde ela me contou duas mudanças que haviam acontecido no período que eu estava intubado. Um era o falecimento do nosso colega Silvio Fávero, que eu lamentei muito, e a mudança da Mesa Diretora, que também aconteceu nesse período. [O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu a posse do deputado Eduardo Botelho na presidência da Assembleia, por ser a terceira vez que ele ocupava o cargo. Max Russi assumiu a função
MidiaNews – E quais as sequelas que a Covid deixou? O senhor está fazendo fisioterapia com que frequência? Segue tomando medicamentos?
Valdir Barranco – É muito importante o cuidado nesse período pós-Covid. Tem estudos científicos já comprovando que 90% dos casos de morte pós-Covid ocorrem em até seis meses após a doença. Nesse período, tem que cuidar muito. Você não vai morrer por Covid, mas pelas sequelas: morre de infarto, outra doença que você adquire por estar com a imunidade baixa. A depressão, a recontaminação. Por isso que a tal da imunidade de rebanho comprovadamente não funciona, porque se contamina novamente.
O médico me mandou ficar 60 dias afastado de tudo. Não tem como, a gente tem que fazer exames, tem que ir ao médico, fui vacinar. Mas não recebi ninguém em casa, a não ser os profissionais que estão trabalhando comigo. E os remédios que estou tomando, são muitos. É uma lista grande, lá no hospital era muito mais. Encerrei hoje um medicamento para infecção pulmonar. Tem os de hipertensão, são três medicamentos. Tem antibióticos, tem para proteção estomacal… São muitos medicamentos. Até reposição de vitamina D estou fazendo, porque fiquei muito tempo sem tomar sol.
É muito importante o cuidado nesse período pós-Covid. Tem estudos científicos já comprovando que 90% dos casos de morte pós-Covid ocorrem em até seis meses após a doença
Você trata as causas dela da Covid, porque se trata de um vírus. Falando como biólogo, o vírus não tem parede celular. Você tem que atacar as causas e quem mata o vírus é o próprio organismo reagindo e produzindo imunidade para se defender.
É por isso que a vacina funciona, porque ela acaba mentindo para o organismo, que acredita que o corpo está infectado em razão das partículas do vírus e acaba produzindo uma resposta a isso, a imunidade para que você não seja contaminado, para criar essa barreira de soldados.
É uma diferença que diz tudo com relação ao que os negacionistas pregam, de que pode tomar isso ou aquilo que previne. As pessoas acreditam, tomam, saem para a rua, se contaminam e só piora o quadro da pandemia. Nós temos que acreditar na ciência.
MidiaNews – E sobre as sequelas? Ainda tem falta de ar?
Valdir Barranco – Sim. A reabilitação é muito importante. Veja bem, eu saí sem mexer um dedo. Eu comecei a reabilitação lá em São Paulo. Foi uma semana só que fiz, então é aquele básico. Vim para Cuiabá completamente travado, andando de cadeira de rodas e aqui estou me recuperando com a fisioterapia que faço diariamente.
Hoje, já ando bem sozinho, tomo banho em pé – antes era na cadeira. Já subo as escadas aqui de casa, antes com ajuda de oxigênio, mas há dois dias estou subindo sem oxigênio. A fisioterapia já faço quase toda sem oxigênio, mas o pulmão está muito comprometido.
A fisioterapia é importante para recuperar não só o pulmão, mas os músculos também, que perdi. Então, são sequelas, né?
As pessoas precisam se cuidar, precisam usar a máscara, usar álcool em gel, lavar a mão, manter distanciamento social, não sair para balada, não reunir gente, porque a Covid, mesmo quando assintomática, deixa sequelas. O melhor é não pegar. E a saída é a vacina. Nós temos que vacinar todo mundo.
E a vacina não acaba agora. Quando terminar essa etapa de vacina, com 100% da população imunizada, o Ministério da Saúde já vai ter que começar a nova fase. Vamos ter que ser vacinados todos os anos até que o vírus não encontre mais ninguém para contaminar e aos poucos possa ir sumindo como já aconteceu com outras doenças.
MidiaNews – O senhor é um defensor do SUS, mas foi tratado em um hospital privado. Não acha que existe um abismo entre esses sistemas e que precisa ser reduzido?
Vamos trabalhar firmemente para manter ou ampliar a nossa representatividade na Assembleia, assim como na Câmara dos Deputados
Valdir Barranco – A minha esposa se tratou no hospital público, na Santa Casa. Ela estava com um quadro bem mais tranquilo, pelo diagnóstico do doutor Carretoni. Agora, no meu caso, eu tinha plano de saúde. Fui para o hospital privado, porque assim foi recomendado pelo doutor Carrettoni.
Obviamente, a gente gostaria que todos tivessem essas oportunidades. Mas o SUS tem salvado muitas vidas. Agora, o que acontece com a Covid é que nem todos tem a mesma capacidade de resposta. Muitos pacientes têm comorbidades. O meu caso foi muito grave, para uma pessoa que bebe raramente, que nunca fumou na vida… A única comorbidade minha é a hipertensão.
Se a gente analisar no hospital particular e no SUS, o coeficiente, o percentual dos que são recuperados e dos que falecem, vai ser mais ou menos igual. A minha esposa é um caso desses: ela tratou na Santa Casa e com seis dias já estava de alta.
MidiaNews – Por conta do falecimento do deputado Silvio Fávero, assumiu a vaga um parlamentar bem mais bolsonarista e de extrema direita, que é o Gilberto Cattani. E ele apresentou a proposta “Escola Sem Partido”, contrário a um projeto do senhor. Como enxerga essa proposta?
Valdir Barranco – É um projeto com discussão vencida já nacionalmente. Lá em Brasília não prosperou no Congresso. É uma loucura a gente querer que as escolas, que a educação, não seja libertadora. A educação, por si só, é libertadora, senão não faz sentido existir. É no espaço da escola que as pessoas aprendem e a aprendizagem não tem limites. Ninguém entra na escola para aprender só a ler e escrever e contar até dez. A escola serve para você conhecer o mundo. As salas das universidades, também são espaços que devem ser amplamente democráticos. Então, vou sempre defender isso. Foi a tese vencedora no Congresso Nacional. E aqui no Estado, espero também que os nossos colegas tenham essa opinião, porque temos ali professores, médicos, pessoas muito esclarecidas.
Eu sou professor de Biologia, de Ciências, e nunca vi professor em sala de aula ensinando o que não deve, falando que o aluno tem que ser homossexual ou em qual partido deve se filiar. Nunca vi isso. Os professores são éticos e são profissionais. Então, não cabe isso.
MidiaNews – E sobre a nova eleição da Mesa Diretora na Assembleia? O senhor fazia parte da Mesa antiga e, se estivesse na Casa neste período, provavelmente integraria a atual composição. A nova chapa levou o seu nome. Como se sentiu ao saber disso? Gostaria de ocupar uma cadeira nessa nova Mesa?
Meu objetivo é manter minha cadeira na Assembleia. Mas sou um soldado do partido. Se o partido precisar de mim para outros desafios, não tenho como dizer não. Tenho que estar pronto.
Valdir Barranco – Primeiramente, quero agradecer aos meus colegas. Para mim foi uma honra saber que a chapa levou o meu nome. Eu me sinto contemplado. Acho que é uma chapa onde todos os colegas torceram, oraram muito pela minha recuperação, e que ficou bem distribuída.
O deputado Max [Russi] tem uma experiência ampla em gestão, já foi prefeito, foi secretário de Estado e está fazendo um brilhante trabalho frente à presidência da Assembleia. O Botelho tem muita experiência e agora na primeira secretaria está fazendo uma tabela legal com o Max. Então, me sinto contemplado com essa chapa. Eu fiquei sabendo que eles queriam manter meu nome na composição, mas não podia, né? Eu fiquei feliz de saber que eles quiseram me manter na chapa e tenho certeza que essa gestão vai fazer um belíssimo trabalho.
MidiaNews – E sobre as eleições em 2022, o PT vai disputar a majoritária em Mato Grosso?
Valdir Barranco – Essa é uma conversa que ainda iremos ter no partido. Teremos no dia 26 deste mês uma reunião do Diretório Estadual, provavelmente já teremos alguma conversa sobre isso. Mas vamos trabalhar firmemente para manter ou ampliar a nossa representatividade na Assembleia, assim como na Câmara dos Deputados. Lembrando que desde 1994, sempre mantivemos representante na Câmara dos Deputados.
Esses são os objetivos primários, mas temos o Senado, temos o Governo do Estado e a presidência da República, que agora com os direitos reconquistados, o presidente Lula já começou diálogo com várias lideranças. Estou muito feliz pelos encaminhamentos, as pesquisas demonstrando que a população o quer de volta.
Então, temos grande responsabilidade nessa organização aqui no Estado, não só nos nossos cargos para estadual e federal, mas também para o palanque do presidente Lula em Mato Grosso.
MidiaNews – O senhor foi candidato ao Senado na eleição suplementar. Vai buscar essa vaga novamente em 2022 ou tentará a reeleição?
Valdir Barranco – O meu objetivo é a reeleição para a Assembleia Legislativa. Temos trabalhado com isso para buscar manter esse mandato. Estou no segundo mandato e temos um trabalho voltado para os mais pobres, para agricultura familiar, para educação e também para os povos indígenas. Então, meu objetivo é manter essa cadeira na Assembleia. Mas sou um soldado do partido. Se o partido precisar de mim para outros desafios, não tenho como dizer não. Tenho que estar pronto.
Fonte: MidiaNews/WEB TV Cidade MT