É SEMANA DO ANIVERSÁRIO DE EMANCIPAÇÃO DE TANGARÁ DA SERRA – EPISÓDIO 4 –

UM AGRADÁVEL RETORNO AO PASSADO,  1982  – Voltando ao passado, estávamos na época do regime militar, e a estratégia adotada por este regime, era uma constante mudança de regras eleitorais, para manter o poder em suas rédeas.

No início era o bipartidarismo e, já para as eleições de  1982 voltou o pluripartidarismo. Com isto os eleitores iriam escolher os representantes para senado federal, para a câmara federal, para governador do estado, para deputado estadual, para Prefeito e para vereador. Voltávamos nesta eleição e termos o direito de escolher o governador, que antes eram impostos pelo regime militar.

Implantou-se o pluripartidarismo, mas, necessariamente o eleitor teria que escolher, e votar em todos do mesmo partido, ou o voto seria anulado, era o chamado VOTO VINCULADO.

Pela forma majoritária deviam se escolhidos os senadores, governadores e prefeitos, também na mesma eleição seriam escolhidos pela forma proporcional, os deputados federais, os deputados estaduais,  os vereadores, sendo que os nomes dos candidatos a senadores, a governadores e a prefeitos eram impressos na cédula eleitoral e teria que marcar com um X o nome escolhido. Para deputado federal, deputado estadual, e vereador, teria que escrever o nome registrado na justiça eleitoral ou o respectivo número, e todos tinham que ser do mesmo partido ou o voto seria anulado? Esta era a complexidade das eleições de 1982.

Em Tangará da Serra, voltou ao cenário político Antonio Porfírio de Brito, que tinha sido derrotado em 1972 quando se candidatou a Prefeito no Município de Barra do Bugres, pois Tangará da Serra pertencia a aquele município. Na época venceram as eleições Hitler Sansão e como vice José Capucho, que era aqui de Tangará.

Nas eleições de 1976, Porfírio inteligentemente não saiu candidato, se preservando, e surgiu como a grande força política em 1982, como candidato a prefeito.

Para as eleições municipais registraram suas candidaturas para o executivo municipal, pelo MDB Antônio Porfírio de Brito e, Édio Lima como seu vice. Quem mais Concorreu para prefeito naquele período em Tangará da Serra foram pelo PDS 1 Saturnino Masson; pelo PDS 2 Getúlio Soares e, pelo PDS 3 o saudoso Ilton Coutinho, cujo Bosque Municipal leva seu nome em homenagem a este grande tangaraense; bem como o saudoso Ari Torres. Nesta época podiam ser lançados até três candidatos por uma mesma legenda, tanto para senador, como para governador e para prefeito.

No Mato Grosso quem foram os eleitos? Se elegeu Júlio Campos do PDS para governador do Estado, e Roberto Campos do PDS para senador, em Tangará da Serra foi Antônio Porfírio de Brito como prefeito e Édio Lima de seu vice pelo MDB.

Já com a nova prefeitura, que foi construída no mandato da Thais, o Porfírio assume e em seu mandato inicia o asfaltamento de toda cidade de forma gratuita, cria a Secretaria Municipal de Saúde. Já na educação, continuaram as atividades, principalmente voltadas para o interior, pois a zona rural tinha uma densidade muito grande, eram  78 escolas rurais.

Na Câmara Municipal de Tangará da Serra novos e importantes atores iniciam as suas carreiras políticas, como o Professor Fábio Martins Junqueira, que posteriormente foi vice-prefeito, e por duas vezes eleito prefeito municipal;  Sebastião Analís Soares, o saudoso “Alemão”; Sebastião de Oliveira Pinto, o saudoso “Tatão”; Antônio Gonçalves Neto, o saudoso “Antonio da Farmácia”, pai do Dr. Marco Antônio; José Francisco de Carvalho, o saudoso “Zé Carolina” que nos deixou a pouco tempo; Luiz Antônio de Oliveira, o  “Peba”; Cícero Antônio de Farias, o saudoso “Circinho”; a “Bete Ramão”; o saudoso Adroaldo Felipe Weischaimer; o empresário José Delcaro, conhecido na cidade como “Zé Delcaro”; o Salvador Cazangi;  o saudoso José Jorge dos Santos;  e o vereador Wilson Garcia da Silveira.

Estes foram os eleitos e conduziram politicamente os destinos de nossa Tangará da Serra de 1982 a 1988, pois José Amando Barbosa Neto se candidatou a Deputado Federal e ficou suplente. Para a Assembleia Legislativa somente se elegeu Hitler Sansão que era do município de Barra do Bugres.

Para registro, foi nestas eleições que surgiu no cenário nacional o nome o saudoso Dante Martins de Oliveira, pois se elegeu deputado federal pelo MDB, e se consagrando nacionalmente por ter sido o autor do projeto de lei intitulado “DIRETAS JÁ”. Aliás sobre este projeto “Diretas Já!” me confidenciou o seu pai, com quem eu jogava xadrez, em seu escritório de advocacia em Cuiabá, que este projeto foi alinhavado por ele o Dr. Paraná, como era conhecido.

A trajetória de Dante de Oliveira foi meteórica, pois posteriormente foi eleito pelo povo cuiabano prefeito da capital, e pelos mato-grossenses, duas vezes Governador do Estado de Mato Grosso.

Estas são algumas pinceladas sobre um pouco da história de nosso município,  do estado, e como foram forjados os pilares que sustentam hoje nossa querida Tangará da Serra. Em breve voltaremos.