É SEMANA DO ANIVERSÁRIO DE EMANCIPAÇÃO DE TANGARÁ DA SERRA

UM AGRADÁVEL RETORNO AO PASSADO – Nesta semana em que comemoramos a emancipação de Tangará da Serra, nada melhor que recordar o que foram aqueles momentos épicos que anteciparam a consolidação desta que é uma das mais belas cidades do Mato Grosso.

Estaremos a cada dia recordando um pouco das epopeias daquela época, que ficou na recordação de muitos, e que é necessário que os mais jovens conheçam como foi forjada esta cidade que se destaca no cenário mato-grossense.

Contextualizando um pouco na época (1975) pertencíamos a Barra do Bugres, sequer éramos distrito, mas tínhamos uma população mais de três vezes que a sede do município Barra do Bugres, que tinha como distritos Denise, Nova Olímpia e Porto Estrela e Tangará era nada, mas tinha um povo aguerrido, batalhador, cônscio da grandeza que poderia ser Tangará.

O prefeito na época, de Barra do Bugres, era o saudoso Hitler Sansão, que veio a morrer de um acidente aéreo quando era deputado, seu vice o José Capucho, nosso querido pioneiro “Zé Capucho”, e vereadores por Tangará pessoas ilustres como o seu Hélio Tavares, o Antônio Baiano, o Chiquito, o professor Antônio Francisco de Mello que a pouco nos deixou indo morar com o Criador dos Mundos.

Conforme íamos crescendo a necessidade e vontade tomava conta apesar do prefeito fazer muitas obras na zona rural de Tangará o povo queria a emancipação do município. Na época CÂMARA MUNICPAL de Barra do Bugres, era formada por 9 vereadores dos quais 4 eram Tangaraenses, bem como o Vice Prefeito, nosso grande José Capucho, primeiro contador de Tangará da Serra.

Na época, na Assembleia Legislativa, que englobava o atual estado do Mato Grosso do Sul,   tínhamos um deputado estadual, de Tangará da Serra, José Amando Barbosa que, aliás, foi o autor da lei que criou o nosso município.

Em Barra do Bugres, funcionava a Comarca do Município, sendo o Primeiro Juiz a se fixar no município Dr. Antônio Bittar Filho, que posteriormente foi desembargador do Tribunal de Justiça. Nós o conhecemos, pois ele era meu cliente, vinha tratar-se no meu consultório odontológico, que ficava ao lado do cine teatro Alvorada, nosso nível de amizade era tanto que ele tinha um time de futebol de salão da Barra e, eu tinha outro aqui em Tangará e íamos jogar a noite, uma vez por mês, em Denise que era o único local que tinha quadra iluminada na época. A vida era assim, simples, com um pouco de dificuldade, mas com muitas amizades e parcerias, para jogos que eram nossa diversão.

Dessa forma, foi sendo forjada a senda de nossa cidade, amanhã abordaremos como foi o plebiscito que consagrou a emancipação política e administrativa de Tangará da Serra.