REFLEXÕES SOBRE DECISÕES NA VIDA PÚBLICA!
A DEVASSA DA COVID-19 EM TANGARÁ DA SERRA O boletim Epidemiológico divulgado pela Prefeitura Municipal do dia 23/04/2021, mostra que atingimos a triste marca de 215 óbitos. Se formos verificar todo o ano de 2020 morreram em Tangará 102 pessoas, e só nestes 113 dias de 2021 já perdemos 113 entes queridos. É uma triste realidade, quais as razões deste aumento brutal de vidas humanas perdidas em Tangará da Serra? Ou, o que deixamos de fazer para evitar? Temos muitas reflexões que podemos fazer a nós mesmos e no coletivo, pois vivemos em sociedade.
PERFURAR POÇOS ARTESIANOS PELO SAMAE EM TANGARÁ É UMA BOA OPÇÃO? O anúncio feito pelo prefeito municipal, através de um órgão de comunicação, da intenção de perfurar novos poços artesianos, como opção para prevenir-se da possível crise hídrica no tempo de estiagem, vai contra tudo o que era apregoado e divulgado no passado recente, pelo ex-gestor do SAMAE, que afirmava que existem praticamente poucos locais em nossa cidade com vasão suficiente para abastecimento público.
A pergunta fica no ar, quem vai se responsabilizar por gastar recursos públicos em abertura de poços artesianos, se os mesmos não tiverem vasão suficiente para o abastecimento público?
Foi contratada uma empresa para o levantamento hidrogeológico da região, para decidir o melhor local? Foi feita pesquisa geofísica? Quais os métodos geofísicos investigatórios foram utilizados? Ou, está baseado no “achômentro”, e, ser for este o caso por que não investir, por exemplo, em buscar em definitivo o abastecimento com as águas do rio Sepotuba, cuja licitação estava em andamento na gestão passada, inclusive com recursos assegurados, e pelo que sabemos, existe um estudo que diz que é viável, e porque não realiza-lo. Ou, a abertura de novos reservatórios, e aprofundamento dos atuais no manancial hídrico do Queima pé, ou, a estruturação emergencial da busca do precioso líquido, no córrego Russo. São questionamentos que ficam no ar.
A busca por alternativas são válidas, pois não podemos deixar a população sofrer, mas essa alternativa está sendo pautada com base em estudos realizados? Hoje não podemos mais fazer para ver se dá certo, fazemos em base aos estudos que comprovam que vai dar certo e, que o dinheiro público não será gasto em algo que pode não dar certo…
A iniciativa privada não investe em algo que não existe um estudo de viabilidade, para não perder seus recursos, será que a atividade pública não deve fazer o mesmo? Aqui fica uma bela reflexão!