Delegado alerta: exposição de informações na internet facilita golpes

Cobranças de aluguel, de produtos vendidos ou depósitos não feitos. Crimes como esses de estelionato estão cada vez mais frequentes em Sinop (500 km de Cuiabá). Diariamente a delegacia de Polícia Civil recebe inúmeras denúncias constatando tentativa ou concretização dessas ações.

Um dos boletins de ocorrência registrado na noite de sábado (17), conta que uma mulher foi pressionada a pagar aluguel supostamente atrasado, o suspeito tinha todos os dados da vítima.

“Ele me mandou mensagem perguntando se tinha como eu pagar o aluguel que estava atrasado, eu questionei se era a proprietária que estava falando comigo, ele me convenceu que sim, que estava no sítio e precisava do dinheiro”, relatou.

A mulher contou que o criminoso (a) mandou o número de uma conta e explicou que era de um parente da proprietária. Ela só percebeu o golpe quando o suspeito comentou que a mesma poderia descontar R$ 30,00 pela gasolina que iria utilizar para se deslocar até o banco. Quando ele notou que a vítima não depositaria apagou todos os dados bancários registrados.

Outra jovem foi abordada com a mesma mensagem, porém como estava com suas contas pagas, conseguiu perceber de forma rápida o trote.

O delegado Carlos Eduardo explicou que a população deve ficar atenta para as redes sociais, pois através delas acabam divulgando informações que podem ser utilizadas por criminosos.

“Normalmente as pessoas produzem uma disseminação de dados pela internet, não é aconselhável. É bom sempre evitar demonstrar seu paradeiro. Mesmo que sua rede social seja extremamente restrita é necessário tomar cuidado”, esclareceu.

Carlos finalizou lembrando que em situações como essa, é preciso manter a calma, pois o criminoso é extremamente persuasivo.

“Os suspeitos que cometem esse tipo de ato lançam informações que qualquer pessoa tenha, então, como a vítima fica nervosa, acaba entregando todos os seus dados ”, contou.

Moradora Tangaraense sofre golpe de estelionatário

A vítima Maria de Fátima, moradora do bairro Jardim Shangri-lá, nos procurou para relatar um golpe que sofreu por telefone.

Segundo informações de Maria de Fátima, ela e o esposo, que trabalha como motorista de caminhão, estavam devendo o aluguel de sua residência e em conversa com a proprietária da casa, na manhã de segunda-feira, (25/02), ficou combinado do pagamento ser realizado na quarta-feira, (27/02).

Porém, durante a tarde de segunda-feira ainda, (25), as vítimas receberam mensagens de uma pessoa se passando pelo esposo da proprietária da casa, dizendo que precisava do dinheiro urgentemente até as 10h da manhã de terça-feira, (26), para cobrir um cheque que ele tinha pego de uma mulher.

Como eles já tinham entrado em contato mais cedo com a proprietária, não desconfiaram que seria algum golpe, apenas correram atrás de conseguir o dinheiro.

As vítimas conseguiram o dinheiro emprestado com uma parente e fizeram o depósito na conta dessa suposta mulher que o homem devia.

Em seguida, Maria de Fátima enviou o comprovante do depósito para a proprietária da casa e a mesma se assustou, pois não estava sabendo de nada, até entrou em contato com o esposo, que também disse não ter enviado mensagens para ninguém.

Foi assim que as vítimas descobriram que caíram em um golpe e foram até a delegacia fazer um boletim de ocorrência.

Lá na delegacia, tentaram puxar o nome da tal mulher para ver se tinha alguma passagem pela polícia, porém, como o nome da mesma estava abreviado, apareceram várias outras pessoas com o mesmo sobrenome, o que dificultava identificar a suposta mulher realmente.

Eles foram aconselhados a ligar para o banco, na tentativa de impedir que o dinheiro fosse sacado. Mas não teve solução e acabaram perdendo o dinheiro.

Os dados que as vítimas possuem são o número de telefone do suposto homem que entrou em contato por mensagens, os dados da conta e o nome da suposta mulher, Andrielle R. D. Pereira, Anápolis, Goiás.

Maria de Fátima quer alertar as pessoas, pois mais vítimas podem estar passando pelo mesmo golpe na cidade.

Fonte: O Livre / Grupo Opinião / BBC