Homem confessa que matou jornalista a pedradas após flagrá-lo fazendo sexo com sua namorada

John Lenonn estava procurando sua namorada e perguntou sobre ela para algumas pessoas que estavam no viaduto da Avenida Miguel Sutil, que disseram que haviam visto ela com um homem e apontaram para a direção onde estariam. Chegando próximo ao local, encontrou duas pessoas e identificou que a mulher era a sua namorada.
No local, ele deu um tapa na mulher e uma rasteira na vitima, desferindo golpes com pedras. Na versão de John, Marcelo parecia estar sob o efeito de pasta base, estando “grogue”, ou sob o efeito de álcool ou alguma outra substância, e teria reagido, tentando dar dois socos.
O acusado confessou que procurou objetos de valor nas vestes do jornalista, mas encontrou somente uma carteirinha da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que foi encontrada no local nesta quarta-feira.De acordo com a análise de corpo feito pelo Instituto Médico Legal (IML), não há qualquer sinal de estupro no laudo premilinar, apesar da calça da vítima estar surrada.
O caso
O jornalista foi dado como desaparecido no último sábado (28). Por volta das 20h, ele saiu do bairro Jardim Aclimação e disse que estava a caminho da Praça da Mandioca, onde iria encontrar alguns amigos. Desde então, não deu notícias. Seu corpo foi encontrado com sinais de violência no início da tarde da segunda-feira (30), data em que a família também registrou o boletim de ocorrência.
De acordo com a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), Marcelo havia sido morto há aproximadamente 48 horas. Ele teria sido morto a pedradas e, em consequência, teve traumatismo craniano. O corpo do jornalista foi liberado pelo IML após a análise e foi velado na terça-feira (1).
A suspeita inicial era de que a vítima teria pedido uma porção de pasta base, que custava R$ 3, mas não tinha dinheiro para pagar. Assim, o acusado teria pego uma pedra e desferido diversos golpes na cabeça da vítima. Após matá-lo, John Lennon confessou a um homem que estava embaixo de um viaduto, dizendo “me dá uma droga que acabei de matar uma pessoa”.
Marcelo formou-se em jornalismo pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e foi um dos vencedores do Prêmio Mato Grosso de Literatura pelo romance ‘O Assassinato na Casa Barão’, em 2017. Além de ser o autor de outros seis livros.
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